domingo, 7 de junho de 2015

Pesquisa identifica Machado de Assis em foto histórica sobre abolição

Brasiliana Fotográfica divulgou no último domingo (17) ter descoberto um registro fotográfico inédito de Machado de Assis (1839-1908). O site de fotografias brasileiras do século 19 e do começo do 20 identificou a presença do escritor em uma imagem sobre o fim da escravidão.
Em 17 de maio de 1888, quatro dias depois da assinatura da Lei Áurea, uma missa campal foi celebrada em São Cristóvão, no Rio, em homenagem à abolição da escravatura. Cerca de 30 mil pessoas estiveram presentes.


A missa foi retratada pelo fotógrafo Antonio Luiz Ferreira. De uma posição um pouco acima do nível do chão, ele fez uma tomada panorâmica que contemplou uma larga extensão do Campo de São Cristóvão.
Na imagem se misturaram negros recém-libertos, jornalistas, intelectuais, representantes do império e da igreja. O escritor Lima Barreto, então com sete anos, também esteve na missa.
No canto esquerdo, está a princesa Isabel e seu marido, o conde D'Eu. Agora os pesquisadores da Brasiliana Fotográfica notaram a presença de Machado, próximo ao casal real.
A fotografia da missa, ainda hoje pouco divulgada, integra a coleção do IMS (Instituto Moreira Salles), instituição que, em parceria com a Biblioteca Nacional, abastece a Brasiliana Fotográfica.
A equipe do portal, lançado há um mês, digitalizou a fotografia em alta resolução e se dedicou a examinar os detalhes da cena. O palco em que aparece a princesa Isabel foi ampliado 15 vezes, o que revelou um homem bastante semelhante ao escritor.
Segundo o site, especialistas na obra do autor de "Dom Casmurro", como Eduardo Assis Duarte e Ubiratan Machado, confirmaram tratar-se realmente de Machado.
É possível ver apenas uma parte do rosto do escritor, atrás de um senhor de barba branca não identificado.
"A foto é uma representação muito importante do contexto da época, e ainda demonstra que Machado estava próximo da questão abolicionista", diz Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS.
Ao site da Brasiliana Fotográfica, Ubiratan Machado, autor de "Dicionário de Machado de Assis" e um dos principais estudiosos da documentação machadiana, diz que a presença do escritor na missa era "fato até hoje desconhecido pelos biógrafos".
Machado, contudo, escreveu ao menos duas crônicas sobre a missa, em que satiriza a classe política da época.
Nas primeiras décadas do século 20, Machado, mulato bisneto de escravos alforriados, foi criticado por ser omisso em relação à escravidão. Estudos posteriores, no entanto, mostraram que ele retratou com argúcia as contradições sociais do país no século 19 -a escravidão entre elas.
Desde os anos 1870 Machado escreveu diversas crônicas contra a escravidão na imprensa da época.
"Não bato o martelo de que é o Machado, mas realmente parece muito com ele", diz Valentim Facioli, professor aposentado da USP, dono da editora Nankin e pesquisador de Machado há 50 anos.
"Se for realmente ele, é mais uma prova para desqualificar as bobagens de que Machado era indiferente à escravidão. Sempre foi um abolicionista, mas à moda dele, sem militar em grupos ou comícios."
"Parece realmente o Machado daquele período", diz o inglês John Gledson, outro estudioso do autor.
"Me surpreende que ele estivesse tão perto da princesa. Ele não era exatamente membro da elite, embora já fosse famoso na época."

terça-feira, 24 de março de 2015

"DEZ MANDAMENTOS DO PROFESSOR"

Leandro Karnal

PRIMEIRO
CORTAR O PROGRAMA!
 Quase todas as disciplinas foram perdendo aulas ao longo das décadas anteriores. Não obstante, os programas nem sempre acompanharam estes cortes. Pergunte-se: isto é realmente importante? Este conteúdo é essencial? Não seria melhor aprofundar mais tais tópicos e menos outros? Se a justificativa é a pressão do vestibular, ela não pode ocupar 11 anos de Ensino Médio e Fundamental. Se a justificativa é uma regra da escola ou um coordenador obsessivo, lembre-se: o Diário de Classe sempre foi o documento por excelência do estelionato. A coragem da grande tesoura é essencial. Dar tudo equivale a dar nada. Ensinar a pensar não implica esgotar o conhecimento humano.

SEGUNDO
SEMPRE PARTIR DO ALUNO!
Chega de lamentar o aluno que não temos! Chega de lamentar que eles não lêem, a partir de uma nebulosa memória do aluno perfeito que teríamos sido (nebulosa e duvidosa). Este é o meu aluno real. Se, para ele, Paulo Coelho é superior a Machado de Assis e baile Funk é superior a Mozart, eu preciso saber desta realidade para transformá-la. Se ele é analfabeto devo começar a alfabetizá-lo. Se ele está no Ensino Médio e ainda não domina soma de frações de denominadores diferentes devo estar atento: esta é minha realidade. A partir do zero eu posso sonhar com o cinco ou seis. A partir do imaginário da perfeição é difícil produzir algo. A Utopia, desde Platão e Thomas Morus, tem a finalidade de transformar o real, nunca de impossibilitá-lo.

TERCEIRO
PERDER O FETICHE DO TEXTO!
Em todas as áreas, em especial nas humanas, os alunos são instigados quase que exclusivamente ao texto. Num mundo imerso na imagem e dominado por sons e cores, tornamos o texto central na sala de aula. Devemos estar atentos ao uso de imagens, música, sensorialidades variadas. O texto é muito importante, nunca deve ser abandonado. Porém, se o objetivo é fazer pensar, o texto é apenas um instrumento deste objetivo maior. Há pessoas que pensam e nunca leram Camões e há quem saiba Os Lusíadas de cor e não pense... Lembre-se de que há outros instrumentos. A sedução das imagens deve ser uma alavanca a nosso favor, nunca contra. Usar filmes, propagandas, caricaturas, desenhos, mapas: tudo pode servir ao único grande objetivo da escola: ajudar a ler o mundo, não apenas a ler letras.

QUARTO
POSSIBILTAR O CAOS CRIATIVO!
Sala de aula na época Vitoriana Fomos educados a um ideal de ordem com carteiras emparelhadas e, mesmo no fundo do nosso inconsciente, este ideal persiste. Qual professor já não teve o pesadelo de perder o controle total de uma sala, especialmente na noite mal dormida que antecede o primeiro dia de aula? Devemos estar preparados para o caos criador e para o lúdico. Alunos andando pela sala, trocando fragmentos de textos ou imagens dados pelo professor, discussões, encenações, o professor recitando uma poesia ou mandando realizar um desenho: tudo pode ser canal deste lúdico que detona o caos criativo. Surpreenda seus alunos com uma encenação, com um silêncio, com um grito, com uma máscara. Uma sala pode estar em ordem e ninguém aprendendo e pode estar com muitas vozes e criando ambiente de aprendizado. Lembre-se o silêncio absoluto é mais importante para nós do que para os alunos. É difícil vencer a resistência dos colegas e da própria escola a isto. Lógico que o silêncio também deve ser um espaço de reflexão, mas é possível pensar que há valor num solo gentil de flauta, numa pausa ou num toque retumbante de 200 instrumentos.

QUINTO
INTERDISCIPLINAR!
Assim mesmo, entendido o princípio como um verbo, como uma ação deliberada. É fundamental fazer trabalhos com todas as áreas. Elaborar temas transversais como o MEC pede e, ao mesmo tempo, libertar o aluno da idéia didática das gavetas de conhecimento. Não apenas áreas afins (como História e Geografia) mas também Literatura e Educação Física, Matemática e Artes, Química e Filosofia. É preciso restaurar o sentido original de conhecimento, que nasceu único e foi sendo fragmentado até perder a noção de todo. O profissional do futuro é muito mais holístico do que nós temos sido até hoje.

SEXTO
PROBLEMATIZAR O CONHECIMENTO!
Oferecer ao aluno o cerne da ciência e da arte: o problema. Não o problema artificial clássico na área de exatas, mas os problemas que geraram a inquietude que produziu este mesmo conhecimento A chama que vivou os cientistas e artistas é transmitida como um monumento inerte e petrificado. Mostrem as incoerências, as dúvidas, as questões estruturais de cada matéria. Mostrem textos opostos, visões distintas, críticas de um autor ao outro. Nunca fazer um trabalho como: "O Feudalismo" ou "O Relevo do Amapá"; mas problemas para serem resolvidos. Todo animal (e, por extensão, o aluno) é curioso. Porém, é difícil ser curioso com o que está pronto. Sejamos francos: se é tedioso ler um trabalho destes, qual terá sido o tédio em fazê-lo?

SÉTIMO
VARIAR AVALIAÇÕES!
Provas escritas são válidas, como a vitamina A é válida para o corpo humano. Porém, avaliações variadas ampliam a chance de explorar outros tipos de inteligência na sala. As outras avaliações não devem ser vistas como um trabalhinho para dar nota e ajudar na prova, mas como um processo orgânico de diminuir um pouco a eterna subjetividade da avaliação.

OITAVO
USAR O MUNDO NA SALA DE AULA!
 O mundo está permeado pela televisão, pela Internet, pelos jornais, pelas revistas, pelas músicas de sucesso. A escola e a sala de aula precisam dialogar com este mundo. Os alunos em geral não gostam do espaço da sala porque ele tem muito de artificial, de deslocado, de fora do seu interesse. Usar o mundo da comunicação contemporânea não significa repetir o mundo da comunicação contemporânea; mas estabelecer um gancho com a percepção do meu aluno. 

NONO
 ANALISAR-SE PESSOALMENTE!
A primeira pessoa que deve responder aos questionamentos da educação é o professor. Somos nós que devemos saber qual o motivo de dar tal coisa, qual a relevância, qual a utilidade de tal leitura. O professor é o primeiro que deve saber como tal ciência transformou a sua vida. Isto implica fazer toda espécie de questão, mesmo as incômodas. Se eu não fico lendo tal autor por prazer e nem o levo aos meus passeios como posso exigir que um jovem ou uma criança o façam? Qual a coerência do meu trabalho? Minha irritação com a turma indisciplinada é uma espécie de raiva por saber que eles estão certos? Minha formação permanente me indica novos caminhos? Estou repetindo fórmulas que deram certo quando eu era aluno há 20 ou mais anos? É necessário um exercício analítico-crítico muito denso para que eu enfrente o mais duro olhar do planeta: o do meu aluno.

DÉCIMO
SER PACIENTE!
 Hoje eu acho que ser paciente é a maior virtude do professor. Não a clássica paciência de não esganar um adolescente numa última aula de sexta-feira, mas a paciência de saber que, como dizia Rubem Alves, plantamos carvalhos e não eucaliptos. Nossa tarefa é constante, difícil, com resultados pouco visíveis a médio prazo. Porém, se você está lendo este texto, lembre-se: houve uma professora ou um professor que o alfabetizou, que pegou na sua mão e ensinou, dezenas de vezes, a fazer a simples curva da letra O. Graças a estas paciências, somos o que somos. O modelo da paciência pedagógica é a recomendação materna para escovar os dentes: foi repetida quatro vezes ao dia, durante mais de uma década, com erros diários e recaídas diárias. As mães poderiam dizer: já que vocês não querem nada com o que é melhor para vocês, permaneçam do jeito que estão que eu não vou mais gritar sobre isto (típica frase de sala de aula...). Sem estas paciências, seríamos analfabetos e banguelas. Não devamos oferecer menos ao nosso aluno, especialmente ao aluno que não merece nem quer esta paciência - este é o que necessita urgentemente dela. O doente precisa do médico, não o sadio. O aluno-problema precisa de nós, não o brilhante e limpo discípulo da primeira carteira.

 Fonte: www.ime.unicamp.br In. FARIA, Ricardo de Moura. Estudos de História, vol 1
Publicado no blog: Ateliê de História










Contexto de Luta - Greves

Foram as greves que acabaram com as infames jornadas  de 14 horas de trabalho. No Brasil, a grande greve de 1917 conquistou o direito de organização dos trabalhadores, a implantação do salário fixo, já que na maioria dos lugares só se trabalhava pela comida e moradia e a proibição do trabalho noturno de crianças e mulheres grávidas.
E quanto à democracia? Em muitos países foram também greves que instituíram a democracia. Uma greve de tecelões exigiu e conseguiu o voto secreto e universal na Bélgica em 1893, daí se entendendo a outros países europeus. E foi o movimento sindical inglês, que estruturou a modelar  democracia britânica, com a famosa carta de seis pontos de 1838, que instituía o voto secreto e universal, distritos eleitorais justos, e o pagamento de salários para que os trabalhadores também pudessem exercer mandatos. E nem é preciso ir tão longe ou recuar tanto no tempo: foram as greves de 1978 a 1980 que também contribuíram para derrubar a ditadura militar.
Sangue foi derramado em greves. É preciso lembrar que até os sindicatos se tornaram organizações de massa, lá pelos anos 20, greves e reuniões de trabalhadores eram reprimidas com violências. E mais, sempre que se busca suprimir direitos políticos e sociais, é preciso primeiro derrotar sindicatos. No Brasil, os golpistas de 1964 decretaram intervenção em 90% dos sindicatos e baixaram a lei de Segurança Nacional proibindo greves.
Para instaurar o Neoliberalismo na Inglaterra, a senhora Thatcher partiu por cima dos trabalhadores ferroviários mais tradicionais do movimento trabalhista inglês. Só depois disso conseguiu privatizar a siderurgia britânica, a indústria naval e as ferrovias.
As greves, portanto deveriam ter na cabeça das pessoas a mesma imagem gloriosa das lutas de libertação nacional. Mas não tem. Quase nada se sabe sobre elas, a não ser que são prejudiciais. Mas a greve é quase sempre uma ação coletiva de fôlego curto que exige unidade de todos os trabalhadores daquela empresa, para obter rapidamente a vitória.
Assim se formam lacunas na imagem das greves. E se o patrão é o Estado, e os usuários são outros trabalhadores, como é o caso das greves de ônibus ou de metrô, ou de professores, a sua imagem é mais facilmente desgastada pela mídia. O pior acontece no longo prazo: a mídia conservadora e os grandes grupos que controlam a produção do conhecimento e da cultura conseguem passar a borracha nos trabalhadores como protagonistas da história.
No contexto educacional não tem sido bem diferente, as nossas conquistas foram e serão obtidas com muito sacrifício e muita luta. Sendo assim, precisamos ter conhecimento que no processo democrático sempre haverá divergências ideológicas, faz parte do processo histórico. É o debate que impulsiona o jogo democrático – como é sabido, principalmente, pelos professores de História. Contudo, as nossas divergências não devem ser confundidas com questões de ordem pessoal, elas acontecem no campo das ideias. Mas, em alguns momentos, as divergências ideológicas são deixadas de lado em nome de um bem maior: a da unificação e da luta coletiva para melhorar as condições da Escola Pública que atende principalmente aos nossos filhos e aos filhos das classes populares.
O voto aos 16 anos  também foi uma conquista resultante  da luta do movimento estudantil, incorporada à Constituição de 1988. Entre o fim da década de 1980 e o início da seguinte, estudantes e jovens, de um modo geral, demonstravam interesse na vida política nacional e desejo de se manifestar, por meio do voto, sobre os rumos do país. No entanto, essa vontade de participar tem diminuído. No início do ano de 2000  havia 3,6 milhões de eleitores de 16 e 17 anos no Brasil. Em 2008 o número chegou a 2,9 milhões, redução de 19%. Se números assim permitem constatar o desinteresse do jovem no exercício de um direito seu, é o caso de perguntar as razões desse fato. Por que os jovens parecem ter perdido o interesse pela política? O que explica, na sua opinião, o crescente número de jovens que não faz questão de tirar o título de eleitor e de votar?

            Lamentavelmente, percebemos que há um esgotamento da representação democrática, vivemos uma crise política e partidária gravíssima, por isso que se fala tanto em refundação de partidos.  Aliados a isso, o nosso sistema de ensino também nos fornece pistas importantes: A precariedade da maioria das escolas públicas  que não dispõe de laboratórios, bibliotecas e espaços de leitura, um  currículo ultrapassado e desmotivador. Não há autonomia para professores e menos ainda para os alunos, sendo assim, não dá para pensar em alunos participativos e com sólida formação crítica.  Portanto, esse modelo de educação  no Estado de São Paulo é o  que prepara a  futura mão de obra dócil que nada reivindicará nas empresas.
            Além do mais, o currículo escolar do Estado visa escolas planejadas a semelhança das linhas de montagem: as crianças e jovens, segundo essa lógica, são “objetos” a serem “formados” segundo normas que lhe são exteriores. Ao final formada, são objetos portadores de saberes, centenas, milhares, todos iguais. A educação desse estado atende à lógica de mercado.  A estrutura sedimentada nas escolas também mantém  grupos de gestores que representam  o braço armado da repressão para intimidar os professores.
Mas para aqueles que ainda não acreditam que podemos mudar o curso da história é sempre interessante lembrar que somos sujeitos dessa mesma história e podemos influenciar com ações esse percurso. Sendo assim, o nosso papel como historiadores, militantes políticos, sindicais e cidadãos, é rememorar o passado de conquistas das gerações que nos precederam, sobretudo, quando se trata de direitos adquiridos.

Porém, cabe à categoria no seu conjunto, tomar uma posição:  ou se cala diante dos desmandos do governo e espera uma redenção que certamente não cairá dos céus, ou se coloca em prontidão para a luta nas ruas, reconstruindo sua força de classe.

Reflexões sobre a greve dos professores do Estado de São Paulo - A Escravidão do Século XXI


"Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O "desenvolvimento" capitalista alcançou tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.
- Luther Blissett

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Exposição: O Negro em Foco

                                     
  O NEGRO EM FOCO

  OLHARES SOBRE A DIVERSIDADE

A exposição “ O negro em foco” – Olhares sobre a diversidade - visa educar num contexto de diferentes culturas e histórias, proporcionando representações positivas  do ser negro, branco, indígena para democratização das relações étnico-raciais.
O  projeto interdisciplinar  foi consolidado ao longo de 2013 e consistiu em retratar o cotidiano escolar (convívio e as interações culturais) dos nossos alunos que fotografaram os seus pares na Semana da Consciência Negra.
Teve por objetivo principal focar a contribuição da cultura negra na sociedade brasileira e promover a visibilidade e o pertencimento étnico racial. As fotografias resultantes deste projeto foram reveladas em preto e branco – tamanho 30x40.
A fonte audiovisual tem sido uma fonte muito utilizada no nosso cotidiano escolar, pois representa um recurso facilitador para  qualidade do processo de ensino-aprendizagem  e está em consonância com o Projeto Político Pedagógico da EE Profº Wilson Camargo.
O projeto visa ainda, atender a Lei nº 10.639/2003  que determina a obrigatoriedade do ensino da cultura afrobrasileira e africana em todos os estabelecimentos de ensino público e privado, valorizando assim  o nosso patrimônio histórico/cultural.


Você poderá solicitar nossa exposição, consulte-nos.


Lutar contra os preconceitos



- Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais.


“Se um jovem sai de uma escola obrigatória, persuadido de que as moças, os negros ou os muçulmanos são categorias inferiores, pouco importa que saiba gramática, álgebra ou uma língua estrangeira. A escola terá falhado drasticamente, porque nenhum dos professores que pode intervir em diversos estágios do curso terá considerado que isso era prioritário” p. 149.
                                       (Philippe Perrenoud)